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Hora de botar o bloco no bolso e a máquina fotográfica na sacola
Chegou a hora de voltar para casa. A equipe do
EGO se despede da quarta edição da Festa Literária Internacional de Parati e espera que a cobertura completíssima do evento tenha agradado a vocês, internautas!
Muita gente passou por aqui: cerca de 12 mil visitantes, número próximo ao do ano anterior.
Nas 19 mesas, assuntos para todos os gostos: política, religião, jornalismo e, claro, a literatura e tudo que gira em torno da arte da palavra. Foram 37 autores convidados para a festa. Cabeças-pensantes dos quatro cantos do mundo. Do México ao Peru; dos Estados Unidos ao Paquistão.
E sobre a ilustríssima presença da americana e vencedora do prêmio Nobel, Toni Morrison? Discurso arrebatador, o dela: 837 pessoas se acotovelaram para ouvir a dama da bela narrativa que faz em prol da raça negra. Em silêncio, sua voz aveludada parecia um sopro saído de um livro antigo. Mas não é justo entrar nessa de citar nomes. Todos foram essenciais, cada um com seu discurso, seja ele poético, ateu.... subversivo, até.

Nos bastidores, 350 profissionais foram contratados e 800 empregos indiretos gerados para a realização do evento literário. A Flipinha, voltada para os pequenos, contou com a participação de 37 escolas da cidade e de Angra dos Reis.
E olha que ainda não falamos na lua, que todos os dias apareceu, lá no alto, majestosa. O céu vermelho com tons rosados não ficou para trás. A natureza parecia prestar uma homenagem aos antigos e novos autores de todo o mundo.
Agora, que tal um brinde – de cachaça – para comemorar?
Tim-tim e até o ano que vem!
Enviado por Leticia Rio BrancoFotos: Marcos Serra Lima
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Autores viram leitores na última mesa redonda da FLIP 
Ali Smith, Benjamin Zephaniah, David Toscana, Edmund White, Jonathan Safran Foer, Mário de Carvalho e Adélia Prado foram os que participaram da mesa.
O foco: Qual o livro que você levaria para uma ilha deserta?
As respostas foram as mais diversas.
Ali Smith levou um livro de contos e leu Tchecov.
“Depois do Teatro. Este é apenas um livro que roubei de uma amiga assim que ela comprou em um sebo em São Francisco, custou um dólar. Reuni contos fascinantes. É o livro que eu levaria para uma ilha deserta, sem dúvida”.
Mario de Carvalho, leu um trecho do primeiro sermão do Padre Antonio Vieira. O motivo?
“Quis evocar uma memória literária”.


Adélia Prado por sua vez, trouxe para a mesa o livro “A transparência do mal” de Jean Baudrillard.
“ Escolhi esse livro porque ele mostra que o individuo é um ser único. Sem o horror, não há a possibilidade do amor. Sem o mal não existe o bem”.
Benjamin mostrou insegurança:
“Desconfio que sou o mais despreparado dessa mesa".
Mas, ao fim, mandou muito bem. Mostrou um livro de poemas de um autor pouco conhecido, Marcos Garvin, “As filosofias e opiniões de marcos Garvin”. E contou um pouco da história do autor, que também lutava pela igualdade e contra o racismo e encerrou com belas palavras:
“Acredito que é fantástico ser negro, mas é excelente ser branco também. Esta é a minha filosofia”.
Enviado por Adriana Sampaio
fotos: Marcos Serra Lima
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África, continente das muitas palavras e da violênciaCom o título "África, Áfricas", a penúltima mesa do último dia de Flip trouxe ao público um panorama sobre o imenso continente. Através dos escritores Ondjaki e Uzodinma Iweala, temas ligados à guerra que a região enfrentou por muito tempo foram destrinchados.
"Não tive uma infância infeliz pelo fato de não ter água, luz ou comida por causa da guerra civil em Angola. Por isso resolvi retratar o que ocorria em torno dos conflitos com uma certa delicadeza", explicou o angolano Ondjaki, autor dos livros "Bom dia camaradas" e "Quantas madrugadas têm a noite", em que busca revelar o universo lúdico da criança.
Já Uzodinma Iweala preferiu falar sobre as pesquisas aprofundadas realizadas para o processo do seu livro, "Feras de lugar nenhum". O jovem faz nesta obra uma narrativa admirável sobre uma criança-soldado.
"Podem ser crianças de todos os lugares, da Iugoslávia ou das que vivem do tráfico do Brasil. Elas vivem situações muito semelhantes e, futuramente, terão histórias parecidas para contar. Foi um trabalho difícil, buscar uma certa inocência em relatos tão duros e desprovidos de esperança", afirmou ele, que não optou por não escrever com uma linguagem pesada nos momentos violentos do livro.
"Não queria escrever como nos filmes violentos de Hollywood, cujas mortes não têm propósito".
Enviado por Leticia Rio Branco
Fotos: Marcos Serra Lima
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Benjamin Zephaniah circulando pela FLIPA Flip está acabando, mas os autores ainda circulam pela cidade. Benjamin Zephaniah estava passeando e parou para contar ao
EGO o que achou do evento.
“Quando me convidaram para vir pensei, hum... Cidade pequena, evento pequeno. Quando cheguei, me surpreendi. A organização está ótima. E percebi a importância desta festa literária, pessoas do mundo todo reunidas e trocando informação”, revelou.

Sobre a cidade colonial, Benjamin falou:
“Falei para amigos que vinha para o Brasil, e eles disseram, ‘que legal, você vai para o Rio?’. E eu disse não, vou a Parati. E escutei, ‘onde?’. Fiquei um pouco ansioso, mas na hora que pus meus pés aqui, só pude pensar em uma coisa: Que lugar incrível!”.
E completou:
“O melhor dessa cidade são as pessoas, tão humildes, tão fascinantes. Claro que o mar também é lindo, mas isso eu tenho na Jamaica, sem falar nos restaurantes que são deliciosos”.
Benjamin irá encerrar as mesas redondas da IV Flip, na tenda dos autores. Ao seu lado no palco estarão: Ali Smith, Adélia Prado, David Toscana, Edmund White, Jonathan Safran Foer e Mário Carvalho. O tema da última mesa é “Livros de cabeceira”, às 18h30m.
Enviado por Adriana Sampaio
Foto: Marcos Serra Lima
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Nanda Costa volta para casaNanda Costa, a caliente Madá de "Cobras e Largatos" está em Parati. Só que ela não está de visita, a atriz é conterrânea daqui. Teve uma folga na gravação da novela das sete e veio conferir a festa literária.
Na noite deste sábado, Nanda apareceu na Praça da Matriz para badalar com os amigos. A cidade estava o maior buxixo mas, ao contrário de sua personagem, a atriz estava bem comportada.
"O melhor de tudo é que a Madá é uma personagem dúbia, que me possibilita um bom exercício. Mas é ótimo poder aprontar na pele dela, já que não faria isso de jeito nenhum", fala alegremente sobre sua personagem. Que não veio fácil. Nanda saiu de Parati em 2000 e foi para São Paulo estudar teatro. Fez diversos testes durante seis anos e, só agora, após muita persistência, ela conseguiu ingressar nos estúdios da Rede Globo.
Hoje ela mora no Rio, mas sempre que pode vem a Parati para matar a saudades.
Enviado por Adriana Sampaio
Foto: Marcos Serra Lima
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A sessão de autógrafos interminável de Adélia Prado Adélia Prado não se cansa de dar autógrafos. Será? Ela deve estar com uma dor nas costas daquelas, pois há três horas e meia a poetisa assina o livro "Quero minha mãe".
A escritora saiu diretamente de sua mesa, "Bagagem", e foi atender o público. O que ela não sabia é que se tornaria uma espécie de fenômeno da Flip.
O livro de Adélia custa R$ 24,90 e foi lançado pela editora Record.
Aliás, a apresentação da autora foi arrebatadora. Ela se emocionou mesmo e chorou ao ler "As mortes sucessivas". De olhos marejados, a escritora foi aplaudida de pé e alguns mais chorões a acompanharam em suas lágrimas.
"É muito mais fácil entender a alma do que um abacaxi", profetizou.
Enviado por Leticia Rio Branco
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Ivanildo, o pintor da beleza de Parati

Se simplesmente observar Parati já é um deleite para os olhos... Imagine pintá-la nos seus mínimos detalhes? O sortudo da vez é Ivanildo Queiroz, de 43 anos. Natural de Goiás, ele mora há quatro anos na cidade histórica e, de pincel na mão, registra diariamente toda a singeleza do local.
Os quadros em óleo sobre tela chamam atenção pelo realismo.
"Desenho desde garoto, está no sangue", diz ele, com um sorriso de orelha a orelha.
O trabalho é exaustivo. O pintor, há 20 anos dando suas pinceladas, dedica cerca de três dias à feitura de um único quadro. As obras variam de R$ 300 a R$ 600. Quem mete mesmo a mão no bolso e leva para casa o precioso mimo são os turistas estrangeiros.
"Não consigo viver bem, mas sobreviver muito bem. O importante é fazer o que se gosta".
Tá certo, Ivanildo.
Enviado por Leticia Rio BrancoFoto: Marcos Serra Lima
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Isabel Diegues em jantar sob as estrelasExiste algo melhor do que jantar a céu aberto em plena Parati? Pois foi assim que Isabel Diegues curtiu a noite deste sábado. Ao lado de amigos, a cineasta e mulher do apresentador Pedro Bial parecia se divertir muito.
Bial está viajando o Brasil para a cobertura das eleições pelo "Jornal Nacional".
Enviado por Adriana Sampaio
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Yamandu Costa dedilha, o povo aplaude
Era praticamente impossível chegar perto da entrada do Café Paraty na noite deste sábado. Só na pontinha dos pés, e da rua, era capaz de ver o que atraiu aquele povo todo para o local. Compenetradíssimo, Yamandu Costa dançava seus dedos sobre a viola, enquanto era aplaudido a cada dez minutos. Sem exagero.
"Esse cara é animal", repetia um vendedor de artesanato e hippie, que neste momento nem pensava no rei do reggae Bob Marley.
Perto dali, um casal maduro não escondia a satisfação ao escutar o chorinho quase mágico do violonista de apenas 26 anos.
"Ele é muito bom, nunca vi nada igual", comentava o marido.
No repertório, muita bossa nova. E, como todo bom gaúcho, não desperdiçou a chance de mostrar através do seu violão de sete cordas que sabe levar tangos e chamamés de sua terra natal, Rio Grande do Sul.
Aplausos.
Enviado por Leticia Rio BrancoFoto: Marcos Serra Lima
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Mara Manzan na muvuca de ParatiMara Manzan era uma das muitas turistas que aproveitavam a noite deste sábado em Parati. A atriz, atualmente na novela das sete da Rede Globo, “Cobras e lagartos”, estava num dos botequins mais badalados da cidade histórica, ao lado
de um grupo de amigos.
A atriz disse que, sempre que sobra um tempo nas gravações do folhetim, corre para cá.
Enviado por Adriana Sampaio
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Maria Fernanda Cândido admira o artesanato local
Depois da mesa comandada por Ferreira Gullar, Maria Fernanda passeou pela Rua do Comércio. Olhou as barraquinhas de artesanato, mas não comprou nada. Ela não resistiu aos deliciosos doces de Parati. A atriz comprou um bolo de aipim e coco e doce de abóbora moranga em calda.
Por onde a atriz passou, ela atraiu olhares e os comentários.
“Ela é linda! Tão suave, na televisão ela parece ser mais pesada” disse uma senhora.
Sua amiga completou: “O marido dela também é um gatão”.
Quando os fãs começaram a se aproximar, Maria Fernanda muito simpática sorria e dizia:
“Gente, hoje estou aqui como pessoa física. Não quero ficar dando autógrafos”.
Enviado por Adriana Sampaio Foto: Marcos Serra Lima
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Aécio Neves e Accioly estão indo encontrar Angelica e Luciano HuckAécio Neves se rendeu aos encantos de Parati. O político aproveitou o passeio pela cidade histórica para almoçar ao lado do amigo e empresário Alexandre Accioly, que estava com a
namorada, Renata Padilha. Aécio não estava sozinho e foi flagrado ao lado de uma loura misteriosa.

O local escolhido pelo grupo foi o restaurante Refúgio.
Accioly, que é amigo do casal formado por Angélica e Luciano Huck, desmentiu que os apresentadores estivessem a caminho de Parati. Os globais estão na mansão deles em Angra dos Reis. O quarteto vai se encontrar com o casal, no famoso balneário, e deve voltar à cidade para curtir a noite por aqui.
Enviado por Adriana Sampaio Fotos: Marcos Serra Lima
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Filha de Dom João lança livro na FLIPMaria Cristina de Orleans e Bragança, filha do príncipe Dom João, está neste momento lançando seu livro “Carta de Amor”, na Casa da Cultura.

Com apenas 16 anos, Killy, como é mais conhecida, é portadora de Síndrome de Down. No seu livro a adolescente narra uma história que se passa no dia de seu aniversário. Neste dia Alexandre Pires, seu marido na ficção, escreve uma carta de amor que se perde antes de chegar nas mãos dela.
Orgulhosos, Dom João e Stella estão com um sorriso estampado no rosto. “Hoje acordei lembrando que quando Killy tinha seis anos meu sonho era que ela aprende-se a ler e a escrever. E foi muito além disso. Nada como dez anos depois”, falou emocionada Stella.
“Já tenho orgulho dela desde que nasceu, só faltava isso”, comentou João. Que lembrou também da importância de inclusão social para os portadores de deficiências físicas, “Acho muito importante esse assunto ser encarado de frente. Gostei muito da novela das oito da Globo estar abordando este tema. Sabia que 10% da população mundial tem algum tipo de deficiência?”.
Por aqui o livro parece ter feito sucesso. “Carta de Amor” será lançado no Rio de Janeiro em setembro.
Enviado por Adriana Sampaio
Fotos: Marcos Serra Lima
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Betty Goffman faz compras em ParatiBetty Goffman aproveitou a tarde deste sábado para fazer compras. Como você pode ver na foto, somente o EGO registrou a atriz comprando um barquinho de madeira.
Ao lado do marido, ela desembolsou R$ 70 pelo mimo.
Enviado por Leticia Rio BrancoFoto: Marcos Serra Lima
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Fernando Gabeira X Cristopher Hitchens: entre farpas e farpasPegou fogo a mesa "Profissão repórter: na linha de frente", que acabou neste exato momento no penúltimo dia da Flip.
De um lado, o escritor e político Fernando Gabeira. Do outro, o jornalista Christopher Hitchens, autor de "Amor, pobreza e guerra".
Ambos intelectuais conceituados, os palestrantes discordaram em muitos momentos e pouco falaram de jornalismo, o tema da mesa. Assuntos como terrorismo e política externa de países do primeiro mundo dominaram a discussão.
"O jornalismo tem uma função preventiva no combate ao terrorismo. E acredito que, se os palestinos estivessem aqui, com certeza falariam que desejam, acima de tudo, paz", profetizou Gabeira sobre a crise político-religiosa de séculos enfrentada por judeus e palestinos.
Cristopher se recusou a responder às perguntas mais difíceis, as quais chamava de "ingênuas", e chocou ao falar "conheço alguns terroristas muito simpáticos", chamando ironicamente Gabeira de um. O comentário foi feito após Gabeira responder ao motivo pelo qual não falava mal dos Estados Unidos, mesmo depois de ser impedido de entrar no país pela sua participação no seqüestro de um embaixador americano, nos anos de chumbo.

"Os Estados Unidos são um país que precisa ser compreendido. Sempre entro nos EUA pela internet, ou através da dança moderna. Não estou excluído e acho Bush um babaca", alfinetou.
O ponto alto do debate foi quando Cristopher cedeu a vez a Fernando para falar, chamando- o de "companheiro". Sem pestanejar, o ativista da esquerda brasileira rebateu:
"Ex-companheiro".
Gabeira foi ovacionado. Cristopher vaiado, logicamente.
"Tenho inveja do conforto em que vivem", desabafou o jornalista, sem esconder a dor-de-cotovelo.
Enviado por Leticia Rio BrancoFotos: Marcos Serra Lima
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Revista Piauí gera falatório em ParatyAfinal, o que será essa tal revista "Piauí"? Não se fala em outra coisa nas esquinas da cidade histórica senão na nova publicação, uma parceria do cineasta João Moreira Salles com a Companhia das Letras, e com lançamento previsto para outubro.

A idéia da revista é investir pesado em artigos, ensaios, num modelo semelhante ao adotado pela "The new yorker". O repórter também terá mais tempo para apurar suas reportagens.
O escritor André Sant’Anna vai ser um dos colaboradores da nova revista do segmento cultural.
Enviado por Leticia Rio BrancoFoto: Marcos Serra Lima
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O rei da contra-cultura, Benjamin Zephaniah
O inglês Benjamin Zephaniah se define um “poeta oral”, mas é impossível vê-lo com um único rótulo. Ele é romancista, performer de dub, dramaturgo, apresentador de TV e rádio, ativista político, mestre em artes marciais, rastafári e - ufa! - vegetariano.
Antes de se dedicar à música e à poesia, que utiliza para denunciar as injustiças raciais e sociais da Grã-bretanha, ele foi preso por roubo. Em 2003, foi-lhe oferecida a Ordem do Império Britânico por seus serviços à literatura. Condecoração que rejeitou.
Benjamim chegou à Festa Literária de Parati na última quarta-feira à tarde. Confira o que ele disse ao
EGO:
O que mudou desde que você começou a lutar contra o racismo? Há um tempo atrás qualquer ser que não fosse branco era considerado negro. Orientais, indianos, africanos, todos eram tratados como negros. O que mudou é que agora houve um choque entre esses mundos. E o preconceito mudou de foco, a fronteira da cor desapareceu. Hoje a discriminação é mais religiosa do que racial. Com os ataques terroristas, os mulçumanos são o alvo, e existem pelo mundo mulçumanos brancos e negros, e não importa, se é mulçumano, pois, se a pessoa se parece com um, será discriminado.
Que atitudes você toma para mudar isso? Participo de diversas manifestações nas ruas da Inglaterra. Minhas músicas também usam letras que acusam essa discriminação. Mas não adianta muito, o governo inglês está mais preocupado em concordar com a política dos Estados Unidos do que enxergar a verdade.
O governo americano tem os escravos da casa, negros que são aceitos e trabalham para o governo, os outros são terroristas. Como a Condoleezza Rice.
Você diz ser contra a cultura americana, mas canta Rap. Como é isso? Sou um poeta e não um rapper, nunca fiz uma rap. É parecido, mas não é rap, não tem nenhuma influência norte-americana. Já fiz sete álbuns, mas sempre assinei os contratos de um a um. Não viro escravo da indústria cultural. Todos já sabem que eu não mudo as minhas opiniões.
O que você está achando do Brasil? Acabo de chegar aqui. Vou ficar por uma semana, tempo que não é suficiente para entender os problemas sociais daqui. Mas já percebi que é um país multicultural, não dá para definir o tipo do brasileiro, é uma grande mistura de raças e um lugar realmente lindo.
Em que lugar do mundo você encontra a platéia mais receptiva? No Caribe, na Jamaica e na Ásia. Minha arte tem mais a ver com o som do que com o estudo. E estes são os lugares que meu trabalho é melhor aceito.
Você é rastafari? Sim, sou. Mas nem por isso fumo maconha. Sou a favor da legalização da maconha, mas não uso. A maioria dos rastas não fumam. Depois do Bob Marley criou-se um estereótipo, com rasta, maconha e reggae. Meu som tá mais para trip rock.
Defendo a maconha, assim como faço parte do movimento da defesa das mulheres e não sou mulher.
Como definir um rastafári? Não existe uma definição. Ao contrário do que pensam, não e uma religião. E sim um estilo de vida. Existem rastas de várias religiões. Há os lutadores, que se armam em prol de alguma caus, e os que se calam, os que rezam.
Qual é a base de um rastafári? São três pontos importantes: a terra mãe e a África, a ideologia do pan-africanismo e a inhagem das crianças filhas de Salomão. Não dá tempo de explicar item por item, mas o principal é isso.
Seu livro, "Gangsta Rap", será lançado ainda este ano no Brasil.
Enviado por Adriana Sampaio
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Maria Fernanda Cândido, uma mãe zelosa e literária 
Maria Fernanda Cândido é mesmo uma mãe exemplar. A atriz, que chegou na noite desta sexta-feira a Parati, não perdeu a mesa "Muitas vozes", capitaneada pelo escritor Ferreira Gullar.
De calça capri, camiseta branca e um lencinho no pescoço, Maria Fernanda ficou apenas meia hora na palestra. Ela não conseguiu ficar muito tempo longe do pequeno Tomás, de apenas seis meses.
"Está muito quente, vim aqui fora dar um pouco de água de coco para ele. Olha como o rostinho dele está vermelho!", repetia a zelosa mamãe.
Acompanhada do marido, o empresário Petrit Spahija, a atriz disse que este é o primeiro programa cultural de peso que ela faz em família. Antes do debate, ela ficou no café em frente à Tenda dos Autores e brincou com o pequeno, demonstrando que se sai muito bem no papel de mãe.

“Eu e meu marido sempre passeamos com o Tomás, mas essa é a primeira festa literária dele. Acho que a Flip deixa a cidade em festa, todos participam. É uma celebração muito bonita que une as pessoas através de um sentimento muito amoroso”, elogia ela, que não é estreante no evento.
A global disse ainda que fazia tempo que não curtia os ares paratienses. No ano passado, ela não pôde vir para a Flip porque o casamento dela aconteceu na mesma época.
“Adoro esse lugar. É uma cidade charmosa, bonita. Vim mesmo para curtir e estou numa pousada”, diz.
Apesar de não ter um roteiro pré-definido, a atriz não pode ir embora sem comer no restaurante Le Castellet, um dos seus preferidos.
“Lá tem o melhor crepe que comi na minha vida. E, como em São Paulo não tem igual, aproveito para matar a vontade aqui”.
A natural preocupação de mãe reaparece e a atriz mostra ansiedade para que a entrevista chegue ao fim. Rapidamente, ela revela ao
EGO qual a obra de Jorge Amado prefere:
“ ‘Capitães da Areia’. Porque foi um livro que me marcou muito”, sintetizou a estrela, correndo para ficar bem perto do bebê.
Antes de relaxar, ela disse que o primeiro Dia dos Pais de Tomás vai ser comemorado no gostoso clima beira-mar da cidade histórica.
"Vamos ficar por aqui e espero que seja muito bom".
Enviado por Adriana Sampaio e Leticia Rio BrancoFotos: Marcos Serra Lima
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O super hiper pastelone da Marisa
Você gosta de pastel? Se a resposta foi afirmativa, você não pode perder a chance de experimentar o salgado super gigante que é vendido num trailer Pastelloni em Parati: são apetitosos 30 cm de comprimento. A dona do empreendimento, Marisa Lasuri, revela o motivo do tamanho do pastelone, nome dado à delícia.
"Isso foi idéia do meu marido. Aí, o povo gostou e a mania de comer pastelone pegou", comemora ela.
Os pastéis custam de R$ 4 a R$ 9 e muitos autores da Flip foram vistos por lá se deliciando com o, digamos, aperitivo. Tem pastel de camarão, queijo, pizza, frango. Para a sobremesa, e se sobrar espaço no estômago, banana com canela é uma excelente pedida.
Enviado por Leticia Rio BrancoFoto: Marcos Serra Lima
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Exclusivo: EGO no sarau na casa do príncipeDom João Orleans de Bragança abriu a porta de sua casa em Parati, para um sarau, nesta noite de sexta-feira. O encontro começou às 23h e não tinha hora para terminar. Dom João estava bem à vontade, serviu e bicou cachaças e cervejas.

A família dele também participou da festa. Maria Cristina, sua filha, que amanhã lançará seu primeiro livro “Carta de Amor”, entrou na roda do sarau e fez uma declaração de amor aos seus pais. E deixou sua mãe, Stella, com lágrimas nos olhos.
O ator Hugo Cotrim também se apresentou. E mandou muito bem. Fez os presentes caírem na risada com paródias sobre a atual situação do Brasil.

Aliás, esse foi o assunto mais abordado na noite de poesia. Otávio Muller também passou por lá, mas ficou pouco.
Mário Quintana também foi citado pelo seu centenário que seria completado este ano.
Gente de todo o Brasil compareceu à casa do príncipe para apresentar poemas próprios ou de autores conhecidos. O clima era de descontração.

Também pudera, encontrar o herdeiro do trono de chinelas Havaianas e tomando pinga, não é todo dia, não é?
Enviado por Adriana Sampaio
Fotos: Marcos Serra Lima