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Qual será a bebida oficial da FLIP? Incrivelmente, a cervejinha gelada ficou em segundo lugar. Por aqui o que mais se vê nas mãos dos autores e visitantes da festa é a caipifruta: bebida de vodka ou com a tradicional cachaça de Parati, misturada com frutas da estação.
Após um dia de palestras e sol escaldante, os participantes do evento não recusam a bebida tropical.

A barraca da Baixinha, na Praça da Matriz, já é point tradicional, há mais de 15 anos, Vanusa, a dona do ponto, usa a criatividade e apresenta drinks exóticos e serve por R$5 uma deliciosa caipirinha. Entre os mais diferenciados estão:
Xixi do Hulk- Limão, Kiwi, leite condensado e gelo.
Caip-moreninha- Nescafé, Guaraná em pó, leite de coco, vodka e gelo.
Espanhola- Abacaxi, vinho, leite condensado, leite de coco, açúcar e gelo.
Quem chega na barraca se estranha com os ingredientes, mas Vanusa demonstra confiança.
“Todos os drinks estão corretos. Fiz curso de barman e sei o que estou fazendo”.
Mas, quando o assunto é a caipirinha em si, ela responde:
“Sem dúvida é a bebida preferida de quem passa por aqui”.
Enviado por Adriana Sampaio
Fotos: Marcos Serra Lima
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Poesia na casa do príncipeDom João de Orleans e Bragança, ou simplesmente Dom Joãozinho, abre mais uma vez sua casa em Parati.
Desta vez, nada de almoço. No cardápio, um recital de poesias com vista para a baía da cidade histórica.
A celebração poética está marcada para as doze badaladas e os autores da Flip foram convidados, é claro.
A dúvida está no ar: será que os autores britânicos vão comparecer ao evento, já que preferem ir para a cama cedo?
Enviado por Leticia Rio Branco
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Otimista? Nem tanto 
Ignácio Loyola Brandão é um otimista em mínimo grau. Em entrevista ao
EGO, o autor que fez tremer as poucos sólidas bases da ditadura brasileira através dos livros "Zero" e "Não verás país nenhum", disse que ainda acredita no poder do seu ofício.
"A gente não sabe o que vai acontecer com o nosso país. Mas eu continuo achando que vou conseguir mudar pelo menos umas duas cabeças com meus livros".
Recentemente, Ignácio publicou no prefácio do seu livro a seguinte frase: "Pedro e Lucas, desculpa pelo país que deixamos a vocês".
"É um pedido de desculpa aos meus netos. Não sei se o que escrevi foi certo ou errado, mas sei que eles, adultos, vão olhar para trás e ver essa coisa toda, meio dilúida".
O tom político do escritor foi deixado de lado para que ele desabafasse a respeito da angústia que sente ao terminar de escrever um livro.
"É uma depressão, uma tristeza. Pois sei que aquele livro que está ali, pronto, não é mais aquele que gostaria de ter escrito".
Enviado por Leticia Rio BrancoFoto: Marcos Serra Lima
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Um pouco de história>

O Centro Histórico de Paraty remonta aos tempos de 1820, quando suas ruas já possuíam o chamado calçamento "pé de moleque". Ainda vê-se hoje a depressão do meio fio que permite a invasão das águas do mar em marés de lua cheia.
A presença das águas, a cultura do café e da cana, o porto e seus piratas, a maçonaria determinaram o traçado do Centro Histórico de Paraty.
As ruas foram todas traçadas do nascente para o poente e do norte para o sul, com um entortamento estratégico que tanto defenderia a cidade do ataque dos piratas como também dos ventos encanados que, acreditava-se, trariam doenças.
Todas as construções das moradias eram regulamentadas por lei, podendo pagar com multa ou prisão quem desobedecesse às determinações.
O Centro Histórico, considerado pela UNESCO como "o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso" é patrimônio nacional tombado pelo IPHAN.
Sua ruas, protegidas por correntes que impedem a passagem dos carros, preservam ainda o encanto colonial, aliado a um variado comércio e a expressões culturais e artísticas muito intensas.
Os carros apenas podem circular pelas ruas que fazem limite com o Centro: Patitiba, Domingos G. de Abreu, Aurora e Rua Fresca.
Assim, o passeio pela cidade ser lento, observador e relaxante, obrigando quem transita deixar para trás o estresse das grandes cidades.
Enviado por Adriana Sampaio
Fotos: Marcos Serra Lima
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A vida de quem escreve sobre a própria vida
O memorialismo não leva ao leitor apenas experiências pessoais. É através dele que autores como Ignácio de Loyola Brandão, Wilson Bueno e Miguel Sanches Neto narram a história de um período do nosso Brasil.
Na mesa "As matérias do romance", que acabou neste exato momento, os três escritores que fazem da autobiografia o principal elemento de seus livros, contaram como é usar a própria vida como base de suas histórias.
"Decidi usar a minha vida para escrever aos 29 anos. Com essa idade, já tinha algo oara contar", disse Ignácio, autor de obras polêmicas e que foram marcos nos anos de chumbo, como "Zero" e "Não verás país nenhum".
Wilson Bueno, jornalista e autor de livros como "Manual de zoofilia" e "Meu tio Roseno, a cavalo", afirmou que uma espécie de "entidade" é responsável pelo seu trabalho, cujo mote são as mudanças enfrentadas pelo país no finl do século XIX.
"É como se um espírito baixasse em mim. Escrever com base no que vivi não é um exercício apenas terapêutico, mas também a reivenção de uma realidade. Tenho o gozo da escrita e sou feliz com a minh obra, mesmo sendo tão difícil num país como o nosso".
Miguel Sanches Neto descobriu na biblioteca o prazer da leitura. Ele, que odiava as matérias obrigatórias da escola, foi colocado de castigo para ler muitos livros no ambiente acolhedor. O corretivo se transformou em dádiva e, dali, ele não saiu mais.
"Estava na sala de aula em plena ditadura, não podia perguntar nada. Até a questão mais ingênua era vista como ameaçadora. Quando me deparei com uma biblioteca, pude estar de frente a tão sonhada liberdade", contou o autor de "Chove sobre a minha infância" e "Venho de um país obscuro".
O debate questionou se os leitores interferem no momento em que cada escritor está em processo de criação de uma obra.
"Gostei da frase usada pelo escritor mexicano David Toscana: 'Escrevo para o leitor, mas o primeiro sou eu'. Escrevo para mim. Tanto um velho de 70 aos como um jovem de 20 podem ter lido 'Zero'. Não tenho idéia de quem está por trás dos meus livros", analisou Ignácio.
"Se pensar em quem vai ser o leitor, acabarei inteferindo no meu texto. Isso pode mudar tudo, não deixo que o resultado afete os meus sentimentos abstratos enquanto autor", respondeu Miguel.
Wilson concordou com os companheiros de mesa.
"Isso não existe. Não posso escrever pensando no que vão achar. Minha obra é universal".
Enviado por Leticia Rio BrancoFotos: Marcos Serra Lima
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Já postou seu comentário nas mesas do EGO?Não é só na Flip que as mesas provocam debates acalorados. Aqui, no
EGO, você pode debater nas mesas redondas que estão no ícone do lado direito da página. Que tal soltar o verbo na mesa “Palavras de rua – A voz e arte que vêm da periferia”? Ou questionar a vida do repórter com feras do jornalismo como Zeca Camargo e Leilane Neubarth?
Na mesa livros de cabeceira, João Ximenes e Maria Carmem Barbosa revelam seus livros preferidos. Já em “Amor e outros demônios”, Bruna Surfistinha fala sobre…
Clique lá e mate sua curiosidade.
Enviado por Leticia Rio Branco
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A arte da reportagem em xeque Sem dúvida, a mesa mais esperada desta sexta-feira é “Profissão repórter – A arte da reportagem”. No debate, Lilian Ross e Philip Gourevitch vão discutir o papel do repórter envolvido com grandes eventos.
Philip é editor da publicação “The Paris Review” e autor do livro “Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias”. Lillian é uma referência lendária do jornalismo narrativo, que escreveu clássicos como “Reporting” e “Filme”.
A mesa começa às 17h.
Enviado por Leticia Rio Branco
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A mártir das mulheres negras americanas Toni Morrison não gosta nem de pensar em sua persona pública. Com um humor recheado de ironia, a americana de Ohio é avessa a fotografias, risinhos de canto de boca ou olhares típicos de famosos quando se insinuam para os flashes.
“Eu me tornei uma pessoa pública aos 30 anos. Hoje, aos setenta e poucos anos, sei que esse assédio não tem nada a ver comigo. Continuo sendo a professora e mãe de sempre. Elimino isso da minha vida”.
Representante das mulheres negras, que por muito tempo sentiram a opressão na pele, Toni conta como se deu o encontro com a literatura.
“Era uma leitora muito voraz e comecei a pensar em escrever quando percebi que não existiam livros os quais gostaria de ler. Nunca tinha lido uma obra com uma mulher negra e pobre no centro da história”, alfineta.
E foi esse desejo que tornou Toni uma escritora da categoria peso pesado. Ela recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1993 por seus romances fortes e pungentes, que relatam as experiências de mulheres negras nos Estados Unidos durante os séculos XIX e XX.
“Sobre o racismo, as coisas mudaram em vários aspectos, mas em alguns continuam os mesmos”.
A romancista, cujo livro de estréia foi “O olho mais azul”, escreveu ainda “Song of salomon” –este responsável por despertar todos os olhares da crítica internacional – “Amada”, o primeiro romance de uma trilogia que inclui “Jazz” e “Paraíso”. Aliás, “Amada” foi parar no cinema pelas mãos do diretor Jonathan Demme, com o título de “Bem amada”.
“Acho que Hollywood desperdiça muito. Gastaram horrores para fazer apenas uma cena! O filme na minha cabeça seria diferente, mas gostei. Ou melhor, amei, pois ele fez com que 800 mil cópias do meu livro fossem vendidas”, contabiliza a escritora.
O último romance de Morrison, “Amor”, também foi muito bem recebido. Agora, ela diz levantar bem cedo da cama para escrever seu próximo trabalho.
“O melhor livro da minha obra é o que estou escrevendo agora”, afirma ela, que nesta sexta-feira comanda a mesa "A arte de narrar".
"Tento seduzir o leitor, mas ele sabe que a história não será fácil. Tento convencê-lo de que juntos podemos fazer uma bela jornada".
Enviado por Leticia Rio BrancoFoto: Marcos Serra Lima
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Marcelo Yuka está em ParatiMarcelo Yuka apareceu em Parati na noite desta quinta-feira. O músico veio para a FLIP para prestigiar Benjamin Zephaniah.
“Recebi um telefonema de um amigo dizendo que o Benjamin estaria aqui. Como tenho um sítio aqui perto, vim logo que pude. Admiro muito o trabalho dele como poeta”.
É a primeira vez de Marcelo na festa literária e, logo que chegou, ex-integrante da banda “O Rappa” foi a praça da Matriz para relaxar e tomar uma cerveja, acompanhado de alguns amigos.
Apesar de ser sua estréia na FLIP, Yuka mostrou ânimo:
“Acho super interessante esse evento. Está dando uma sobrevida para a literatura neste país. Só queria que mais pessoas pudessem ter acesso”.
Sobre a obra de Jorge Amado, contou que seu livro preferido é “Capitães de Areia”, que leu aos 17 anos.
“Muito bom… Aquele universo baiano, com um clima tropical caótico. Sem dúvida é o melhor”, revelou ele, que estava acompanhado da amiga, a produtora Kátia Lund.
Enviado por Adriana SampaioFoto: Marcos Serra Lima
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Toni Morrison ganha coquetel em sua homenagemAcaba de terminar o coquetel oferecido pela produção da FLIP para Toni Morrison, na pousada da Marquesa. Apenas autores britânicos foram convidados e aproximadamente 50 pessoas apareceram.
Tudo a gosto da escritora ganhadora do prêmio Nobel de literatura de 1993. Canapés vegetarianos e muita caipirinha para os presentes.
Toni se manteve por todo o evento discreta e tímida, como sempre. Quando algum fotógrafo se aproximava, ela colocava a mão na frente do seu rosto. Porém, parecia estar muito à vontade. A romancista elogiou muito as caipirinhas de frutas e estava usando havaianas nos pés.
Enviado por Adriana Sampaio
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A arte nas ruas de ParatiParati realmente é um lugar fascinante. Logo depois de acabar as palestras do segundo dia da festa literária, no começo da noite, sob a lua cheia que nasce atrás das construções coloniais, as ruas começam a ser invadidas pelos turistas. E as atrações que acontecem encantam os passantes que param e se perdem no tempo com as artes de rua.

A esquina mais agitada é da Samuel Costa com a Rua do Comércio. É possível se distrair com a estátua viva, com o caricaturista que veio da Croácia Renato Koledic, com o palhaço Alexandre, que vende e faz malabarismo com mandalas, e ainda com o coral da cidade.
Renato, que também é artista plástico, já fez caricaturas de ilustres personagens, entre eles: Jô Soares, Ariano Suassuna, Mv Bill, Maria Bethânia e Mauricio Mattar. Cobra R$ 25 por desenho. A mandala custa o mesmo preço e, se pedir desconto, o cliente vai escutar todo o processo de criação da arte dele. Ele acaba convencendo que o trabalho vale quanto custa. A estátua fica imóvel até alguém jogar uma moeda. Quando isso acontece, ela manda um beijo e muda de posição.


Mesmo quem não compra nada, se diverte. Basta passar por essa esquina que sem dúvida não sairá dali sem um sorriso no rosto.
Enviado por Adriana Sampaio
Fotos Marcos Serra Lima
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No tabuleiro da baiana tem... doce para todos os gostos Há quem resista a um tabuleiro repleto de doces? Pelas ruas da cidade, bolos, cocadas, brigadeiros em tamanho gigante e muitas outras delícias fazem salivar.
Na rua do Comércio, Magda de Cássia vende cada docinho - que de inho não tem nada - por R$ 2. Tem torta de limão, torta de banana-da-terra frita, e o tradicional doce paratiense maçapão.
"É um doce de côco que só tem na cidade. Fora daqui não existe", exagera a doceira, que não esconde o segredo da receita.
"Tá na calda, mas tem um ponto certo".
Não longe dali, o jovem Leandro vende os quitutes feitos pelo pai. Isso mesmo. Quem vai para o fogão é o homem da casa. O que mais sai é cocada, quebra-queixo e bolo de aipim.
O resultado é cliente satisfeito e vendedor mais ainda.
"Chego a ganhar uns R$ 150 por dia em alta temporada", comemora o dono do carrinho, Leandro, de apenas 17 anos.
Enviado por Leticia Rio Branco
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Comida natureba e indiana sob o céu de ParatiAo pensar em Parati, é natural imaginar que a cidade ofereça apenas pratos repletos de frutos do mar. Mas, basta dar uma esticadinha e andar mais um pouco para conhecer um restaurante escondidinho e cujo cardápio é bem diferente do que se vê na cidade histórica: o Ganges.
Os pratos são vegetarianos e indianos. O clima é extremamente romântico e mesinhas foram colocadas na rua.
Para o jantar, que tal uma abobrinha recheada pelo justo preço de R$ 16,50? A lua que ilumina o agradável ambiente é cortesia, claro. O prato acompanha arroz integral e vegetais grelhados, com direito a molho de iogurte e sementes de papoula.
Caso decida se aventurar pela condimentada comida indiana, a pedida é o tradicional Byranis. Tradução: arroz com curry, frango, queijo ou camarão, acompanhado de uvas passas, castanhas e especiarias. O prato é servido em pedaços de abacaxi e leva ainda um molho de iogurte. O preço varia de R$ 50 a R$ 70 para duas pessoas.
Para reservas, basta ligar para (24) 3371- 1831.
Enviado por Leticia Rio Branco
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Tudo escuro em ParatiNeste exato momento, Parati está às escuras. A cidade não liga para a falta de luz e segue a todo vapor. O coral não interrompeu a sua apresentação e nem os passantes deixaram de andar pelas ruas de pedras.
A cidade histórica tem mesmo vocação para ser festeira...
Enviado por Leticia Rio Branco
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Um desvairado e autocrítico David ToscanaO que é realismo desvairado? É o estilo do mexicano David Toscana, ex-engenheiro que publicou seu primeiro livro aos 31 anos. Autocrítico, o autor dos romances “Las Bicicletas”, “Duelo por Miguel Pruneda”, e “O último leitor” explicou, em entrevista ao EGO, o porquê desse nome.
“Gosto de confiar na imaginação, não no sobrenatural. O realismo mágico virou sinônimo de literatura latino-americana. O que escrevo é verdade na mente dos meus personagens, então não é totalmente irreal”.
Em seus livros, Toscana evoca as vastas paisagens do norte do México, tornando-se ao mesmo tempo inteiramente familiares e perturbadoramente estranhas. Ao ser questionado sobre suas obras, ele respondeu:
“Tudo que escrevo é alegórico. Falo a verdade com um pouco de imaginação. O mundo latino-americano é muito mais exótico na imaginação do que na realidade. É impossível dizer que como escritor, não somos políticos".
E completou:
“Sou crítico e quero deixar de fora os vícios norte-mericanos. Luto para recuperar a cultura mexicana. O espírito é anti-ianque”.
Seu mais novo romance, “Santa Maria do Circo”, será lançado este ano no Brasil.
Enviado por Adriana Sampaio
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Uma casa que resgata a cultura localA Casa da Cultura fica no encontro da Rua Samuel Costa com a Dona Geralda. Reinaugurada em 2004 depois de uma longa reforma, ela tem como proposta resgatar a cultura local e trazer a comunidade da cidade para o museu. Contar um pouco aos turistas a história de Parati está incluída no pacote.
Duas exposições permanentes podem ser conferidas no local.
No andar de baixo, há uma representação dos portugueses chegando ao Brasil e fotos de índios, que até hoje habitam essa região. No piso superior, a mostra foi realizada e idelizada por Bia Lessa. A cenógrafa usou a própria arte local e elementos do cotidiano dos paratienses para mostrar a trajetória da cidade. O resultado: um museu vivo para os olhos de quem visita.
Personagens citados na exposição podem ser vistos andando pelas ruas.
A casa ainda conta com um pátio, que neste momento recebe ilustrações do cartunista Henfil. O charme fica por conta de um café, uma livraria e a famosa lojinha de artesanato.
É um passeio imperdível. A mostra do piso superior custa apenas R$ 5 e o restante da visita é de graça.
Enviado por Adriana SampaioFotos: Marcos Serra Lima
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Um filho saudoso do paiJoão Jorge Amado não largou a câmera na mesa em homenagem ao escritor Jorge Amado.
Ela fez questão de registrar todos os emocionantes momentos da palestra, realizada no mesmo dia em que seu pai completaria 94 anos.
A foto que você vê, em que ele filma uma foto do escritor, só o EGO fez.
Gostou, né?
Enviado por Leticia Rio BrancoFoto: Marcos Serra Lima
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Liz Calder sai de uma mesa para outraA editora inglesa Liz Calder e idealizadora da Flip saiu da mesa em homenagem ao escritor Jorge Amado para outra. Acompanhada do marido, Louis Baum, ela foi almoçar com um grupo de autores no local que escolheu para passar longos períodos. Ela tem um sítio na bucólica cidade histórica.
Enviado por Leticia Rio Branco Foto: Marcos Serra Lima
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Emoção na mesa em homenagem a Jorge AmadoO que não faltou na mesa em homenagem ao escritor Jorge Amado, nesta quinta-feira, foi emoção. O baiano, que completaria 94 anos neste dia, 10 de agosto, teve sua obra esmiuçada pelos palestrantes. Eles afirmaram não ser fácil falar do ídolo e amigo.
Alberto da Costa e Silva, poeta, ensaísta, membro da Academia Brasileira de Letras, e ainda grande especialista em assuntos africanos, falou sobre a generosidade do amigo de longa data.
“Fico comovido. Conheci Amado primeiro como leitor, depois como gente. Era um homem que fazia questão de não espalhar sofrimento”, disse.
O autor de "Jorge Amado: romance em tempo de utopia", Eduardo de Assis Duarte, não soube explicar em palavras.
“Não sei. Acredito que o longo tempo que falei sobre ele seja uma resposta”.
A escritora e biógrafa Myriam Fraga respondeu de uma forma bem-humorada.
“Ele não falava mal de ninguém e fazia muitos prefácios para autores jovens”, afirmou a diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador.
Enviado por Leticia Rio Branco Fotos: Marcos Serra Lima
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Um almoço da realeza para reis e rainhas das palavrasDom João de Orleans e Bragança, ou simplesmente Dom Joãozinho, ofereceu nesta quinta-feira um almoço para alguns autores da Flip.
O príncipe tem uma pousada em Parati, mas recebeu os convidados na própria casa que possui na cidade histórica. E com vista para a baía de Parati, claro.
Será que o cardápio ousou no tempero baiano tão exaltado por Jorge Amado?
Enviado por Leticia Rio Branco
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Parati é com Y ou I?
A discussão está calorosa. Alguns internautas afirmam que é Paraty. Outros, preferem o Parati, mais simples mesmo. Porém, o que se vê escrito pela cidade, tanto em hospitais como na delegacia, é Paraty. Mas, segundo Bruno Linhares, um dos internautas que postaram aqui no blog, "Paraty vem do tupi-guarani, e até o final da década de 60 se escrevia com Y. Aí houve uma grande reforma ortográfica na língua portuguesa, fazendo com que (entre outras mudanças) as letras "K", "Y", e o acento "trema" deixassem de fazer parte do alfabeto brasileiro".
Na dúvida, fomos perguntar para a assessoria de imprensa do evento, que vai decidir de uma vez por todas com um dos organizadores da Festa o porquê do I no final de Parati adotado por eles.
A resposta chega mais tarde. Enquanto isso, opine: Você acha que Parati é com Y ou I?
Enviado por Leticia Rio Branco